Mãos ao ar

Blogue de discussão desportiva. Qualquer semelhança entre este blogue e uma fonte de informação credível é pura coincidência e não foi minimamente prevista pelos seus autores. Desde já nos penitenciamos se, acidentalmente, relatarmos uma informação com um fundo de verdade. Não era, nem é, nossa intenção.

quinta-feira, abril 06, 2006

No Início, Era o Verbo

Nós, país futebolístico, podemos não valer muito na Europa. Podemos ter o condão de transformar qualquer vitória medíocre num feito da gesta lusitana. Podemos albergar e suportar a imprensa mais patrioticamente tonta do hemisfério norte (há, no Congo, jornais muito piores). Podemos não ter outro remédio que não seja escutar os gemidos lânguidos do Paulo Catarro na estação pública. Mas na luta sangrenta do vocabulário ninguém nos ganha!
Há três anos, José Mourinho pôs o mundo a falar no autocarro estacionado à frente da baliza. Até os ingleses adoptam já a cretinice. Cunhámos uma frase e a Europa, impressionada, implementou-a.
Tenho esperança que o mesmo aconteça com a nova variante do autocarro. O promotor foi o linguista consagrado que é José Veiga. Mourinho cunhou a história do autocarro estacionado na área. Veiga explicou o desaire catalão com o autocarro desviado do percurso original.
Não terá o mesmo encanto, é verdade. Não é à toa que um assina contratos pelo Chelsea e outro está inibido de assinar o que quer que seja. Mas lá que a frase não é tonta, lá isso não é.

3 Comments:

At quinta-feira, 06 abril, 2006, Blogger auto-golodisse...

o episódio do autocarro às voltas a caminho estádio não é novo. presenciei episódio igual quando o Porto jogou a meia final na Corunha. a viagem durou mais 20 minutos do que o habitual, com a polícia a ajudar ao desvio. Na altura, os dirigentes também criticaram. Os seguranças do Depor não deixaram o carro de Pinto da Costa ter acesso ao parque VIP e o presidente foi conduzido, pelo menos três meses à volta do estádio, até que se fartou, mandou encostar à porta, saiu e levou tudo à frente. Eu vi. Depois o Porto deu uma lição de bola, ganhou e não se falou mais nisso
ps: obrigado pela visita

 
At sexta-feira, 07 abril, 2006, Blogger Sancho Urracodisse...

Está explicado, então, o hipotético golo que Simão falhou diante de Valdés. As voltas que o autocarro desviado por um comando "blaugrana" deu, deram-lhe mesmo a volta à cabeça e fizeram-no perder o sentido de orientação. Obrigado, senhor condutor, gostaria de requisitar o seus serviços para umas voltinhas cá pela nossa liga...

 
At sexta-feira, 07 abril, 2006, Blogger Apredisse...

Foi sem duvida para mim o que me deu a maior gargalhada da noite, a explicação do Autocarro desviado, por iniciativa própria, pois fugiram :-), que demorou 1H10 em vez de 30'!
Todo furioso porque não conhecia as ruas, acho que a iniciativa da fuga só podia ter partido daquele ressabiado!

 

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